Incêndio na boate Kiss

O incêndio na boate Kiss, ocorrido na madrugada de 27 de janeiro de 2013 em Santa Maria (RS), vitimou 242 pessoas e feriu outras 636, tornando-se a segunda maior tragédia por incêndio no Brasil, atrás apenas do Gran Circus em 1961, e o terceiro maior desastre em casas noturnas do mundo à época.

A casa, que tinha capacidade para 691 pessoas, estava superlotada com cerca de 1.500 frequentadores, muitos deles estudantes da UFSM, e era gerida pelos sócios Elissandro Spohr ("Kiko") e Mauro Hoffmann, que a transformaram em um grande sucesso comercial entre os jovens.

O fogo foi deflagrado por um show pirotécnico, mas a rápida propagação e a fumaça tóxica liberada pelo revestimento acústico foram os grandes vilões, expondo graves falhas de segurança e fiscalização do poder público.

O incidente gerou comoção nacional e mundial, provocando protestos e um amplo debate sobre a segurança em ambientes fechados e a responsabilidade das autoridades e dos empresários.

Contudo, apesar do inquérito policial ter apontado muitos responsáveis, poucos foram formalmente denunciados pelo Ministério Público, e a legislação sobre os materiais acústicos letais não foi alterada, deixando um legado de luto e questionamentos sobre a impunidade.