Desastre

O conceito de desastre vai além de um simples fenômeno natural, pois é essencialmente social: ele só é considerado desastre quando afeta pessoas, sendo a vulnerabilidade da comunidade o principal fator para sua ocorrência, e não apenas a ameaça climática. Tecnicamente, esse fenômeno passa por quatro etapas — prevenção, preparação, resposta e reconstrução — mobilizando uma vasta rede de emergência, como Defesa Civil, Bombeiros, Polícia e Forças Armadas, além de ONGs. A ONU, por meio da EIRD, define-o como uma séria interrupção no funcionamento de uma comunidade que excede sua capacidade de resposta com os próprios recursos. No Brasil, o Glossário de Defesa Civil, organizado por Antônio Luiz Coimbra de Castro nos anos 1990, fundamentou as definições locais, sendo a Defesa Civil o órgão que lidera as ações de mitigação. A classificação oficial brasileira, chamada COBRADE, criada pela Instrução Normativa nº 01 de agosto de 2012, divide os desastres em duas grandes categorias: naturais e tecnológicos, alinhando-se à padronização internacional da ONU e abrangendo uma área interdisciplinar conhecida como sinistrologia.