Eleições presidenciais portuguesas de 2026

As eleições presidenciais portuguesas de 2026 realizaram-se em duas voltas, a 18 de janeiro e a 8 de fevereiro, para eleger o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, que estava constitucionalmente impedido de concorrer a um terceiro mandato consecutivo. Foi apenas a segunda vez na história democrática que a eleição presidencial foi decidida numa segunda volta, com António José Seguro a vencer André Ventura e a tornar-se o novo chefe de Estado para o período 2026–2031. O sistema eleitoral exige maioria absoluta, e, como nenhum candidato a obteve na primeira volta, o segundo escrutínio foi disputado entre os dois mais votados, num cenário que só tinha ocorrido antes em 1986. Catorze candidaturas foram formalizadas, mas três foram rejeitadas pelo Tribunal Constitucional por irregularidades, resultando em onze nomes no boletim de voto. Os debates televisivos geraram polémica, pois a Comissão Nacional de Eleições criticou o modelo que excluía alguns candidatos, e na segunda volta Seguro recusou debater com Ventura. O contexto político incluiu a coabitação de Marcelo com o primeiro-ministro António Costa e a posterior nomeação de Luís Montenegro após as legislativas de 2024, marcando uma transição de poder num clima de instabilidade.