Swap

Um swap (ou permuta) é um contrato derivativo no qual investidores trocam posições de risco e rentabilidade, sendo utilizado tanto para proteção (hedge) quanto para investimento especulativo. Os tipos mais comuns no Brasil são o swap de taxa de juros (trocando taxas prefixadas por pós-fixadas, como o CDI) e o swap cambial (trocando a variação do dólar por juros), que servem para gerenciar riscos de flutuações no mercado. Por exemplo, uma empresa exportadora com dívidas em juros pós-fixados pode trocar sua exposição com uma importadora que possui dívidas em dólar, equilibrando assim seus passivos e receitas. Essa operação geralmente é intermediada por uma instituição financeira, que pode assumir o risco em troca de uma taxa mais alta, ou envolver apenas uma empresa e um banco. No Brasil, os contratos devem ser registrados na CETIP ou na B3, podendo ter ou não garantias, e utilizam índices como DI, dólar comercial, IGP-M e SELIC como referência. Dessa forma, o swap oferece às empresas e investidores uma ferramenta eficaz para neutralizar riscos de juros e câmbio, adaptando-se às necessidades específicas de cada parte envolvida.