Acidente radiológico de Goiânia
O Acidente Radiológico de Goiânia, também conhecido como acidente com o césio-137, foi o maior desastre radioativo do Brasil e o maior do mundo fora de usinas nucleares. Tudo começou em 13 de setembro de 1987, quando dois catadores de recicláveis encontraram um aparelho de radioterapia abandonado em uma clínica desativada e o venderam a um ferro-velho. O dono, Devair Alves Ferreira, abriu a cápsula e encontrou um pó azul brilhante — na verdade, cloreto de césio-137 — que ele mostrou a familiares e amigos, sem saber do perigo. Após várias pessoas apresentarem sintomas graves como tonturas e queimaduras, o material foi identificado em 29 de setembro, gerando pânico na cidade. A Comissão Nacional de Energia Nuclear monitorou mais de 110 mil pessoas, das quais 271 foram contaminadas, 14 internadas e quatro morreram (Leide das Neves Ferreira, Maria Gabriela Ferreira, Israel Baptista dos Santos e Admilson Alves de Souza), embora a Associação das Vítimas do Césio 137 afirme que mais de 100 mortes até 2012 estejam relacionadas ao acidente. Classificado como nível 5 na Escala Internacional de Acidentes Nucleares, o episódio expôs a negligência com equipamentos hospitalares e deixou um legado de dor e luta por justiça para as vítimas.
Source: Acidente radiológico de Goiânia — Wikipedia · Summary by RollWiki AI · Language: Portuguese
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