Porta-aviões

Um porta-aviões é um navio de guerra que atua como uma base aérea móvel, permitindo que forças navais projetem seu poderio aéreo a grandes distâncias sem depender de aeroportos fixos. Historicamente, essas embarcações substituíram os couraçados como navios centrais da frota, um papel consolidado durante a Segunda Guerra Mundial, embora na Guerra Fria algumas potências tenham priorizado submarinos nucleares lançadores de mísseis balísticos. Os maiores exemplares são os superporta-aviões americanos da Classe Nimitz, com cerca de 333 metros de comprimento, 95 mil toneladas de deslocamento e custo de US$ 4,5 bilhões, sendo os Estados Unidos o país com o maior número de unidades (onze em serviço). Em contraste, a Rússia (e a antiga URSS) sempre os considerou "alvos flutuantes" vulneráveis a mísseis antinavio, preferindo aviões de longo alcance e submarinos nucleares como os da classe Akula, tendo apenas o Admiral Kuznetsov plenamente operacional. Atualmente, existem 44 porta-aviões e variantes em 13 países, incluindo a China, que comissionou o Liaoning (ex-Varyag) em 25 de setembro de 2012, e o Japão, que opera porta-helicópteros com capacidade para aviões V/STOL. O marco inicial dessa história ocorreu em 14 de novembro de 1910, quando Eugene Ely decolou do USS Birmingham, e em 18 de janeiro de 1911, realizou o primeiro pouso em um navio, o USS Pennsylvania.