Esquema de fraudes no INSS

Esquema de fraudes no INSS (também conhecido como "Farra do INSS") foi um esquema criminoso que desviou cerca de 6,3 bilhões de reais de benefícios de aposentados e pensionistas, por meio de descontos irregulares feitos por associações e sindicatos sem autorização. Investigado pela Polícia Federal e pela CGU, o esquema começou em 2019, no governo Bolsonaro, e continuou até 2024, no governo Lula, afetando potencialmente 4,1 milhões de beneficiários. A operação "Sem Desconto", deflagrada em abril de 2025, cumpriu 211 mandados de busca e apreensão, afastou o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e prendeu os principais operadores, como Antônio Carlos Camilo Antunes e Maurício Camisotti. A Contag foi a entidade que mais desviou, com suspeita de 2 bilhões de reais, e o escândalo levou à queda do ministro da Previdência, Carlos Lupi. Em agosto de 2025, uma CPMI foi criada para investigar o caso, que também revelou que o governo Bolsonaro recebeu alertas sobre as fraudes desde 2018, mas não agiu. O INSS minimizou denúncias de aposentados, e o esquema envolveu falhas de fiscalização e indicações políticas no órgão.