Operação Compliance Zero

Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em 18 de novembro de 2025, investiga o "escândalo do Banco Master", considerado a maior fraude bancária do país, com prejuízos estimados em dezenas de bilhões de reais. O nome da operação reflete a falta de mecanismos reais de controle interno no banco, que, apesar de regulado e auditado, operava com "compliance zero", sendo investigados crimes como gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, manipulação de mercado e corrupção. A investigação, que já cumpriu sete fases até maio de 2026, revelou ligações entre o crime organizado e personalidades dos três poderes, gerando cautela na mídia corporativa, que tentou rotular o caso como "suprapartidário", embora a GloboNews tenha se desculpado publicamente após um quadro que ligava o principal investigado, Daniel Vorcaro, ao PT e ao presidente Lula, que classificou o episódio como "antijornalismo". O banqueiro Daniel Vorcaro, primeiro preso, tentou negociar uma delação premiada, mas voltou à carceragem comum em maio de 2026, enquanto o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, preso em abril, também sinalizou colaboração, podendo esclarecer as relações entre o Master e o BRB, incluindo a compra de ações aprovada por deputados distritais. As investigações tiveram origem em 2023, quando a PF abriu inquéritos, mas o Banco Central, em 2024, inicialmente descartou a necessidade de procedimento, apesar das suspeitas sobre o empresário Nelson Tanure ser o verdadeiro controlador do banco.