Breque dos Apps
O Breque dos Apps foi uma greve nacional de entregadores de aplicativos (como iFood, Loggi, Uber Eats e Rappi) que atingiu seu auge nas paralisações de 1º e 25 de julho de 2020, durante a pandemia de COVID-19. A mobilização ganhou destaque por revelar a precariedade do trabalho na "uberização", já que a pandemia aumentou a carga de trabalho e os riscos, levando os entregadores a superar a resistência ao sindicalismo e a desenvolver uma nova consciência de vulnerabilidade. As principais reivindicações incluíam aumento do valor por km rodado, aumento da taxa mínima, fim dos bloqueios indevidos, fim do sistema de pontuação da Rappi e auxílio pandemia (EPIs e suporte em caso de doença). A articulação foi essencialmente digital, liderada pelo perfil Treta no Trampo e pela rede Entregadores Antifascistas, com destaque para o organizador Paulo Galo, e foi influenciada pelos protestos antirracistas globais e pelo clima político contra o governo Bolsonaro. A ação convocou a população a boicotar os aplicativos nos dias de paralisação, e a recepção massiva nas redes sociais garantiu atenção da mídia, de acadêmicos e do sindicalismo, tornando o evento um marco na luta coletiva de trabalhadores de plataformas digitais.
Source: Breque dos Apps — Wikipedia · Summary by RollWiki AI · Language: Portuguese
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