Criptomoedas no Brasil

O mercado de criptomoedas no Brasil está em plena expansão, mas também sob crescente fiscalização, com a Receita Federal planejando cobrar impostos e exigir que corretoras reportem transações, especialmente após fraudes como o esquema em pirâmide da Kriptacoin, que lesou investidores em R$ 250 milhões em 2017. O país já é o quinto do mundo em número de usuários, com 8,1% da população entre 16 e 64 anos possuindo criptoativos, superando a média global de 5,5% e movimentando mais de R$ 8 bilhões em Bitcoins no último ano. A regulamentação avançou com a Instrução Normativa RFB nº 1.888/2019, que obriga exchanges a reportar operações acima de R$ 30, e, para 2025, exige declaração de criptoativos acima de R$ 5.000, enquanto o Banco Central assumiu a regulação do setor após a Lei nº 14.478/2022, publicando normas específicas em 2025. No cenário nacional, destacam-se criptomoedas criadas no Brasil, como a stablecoin BRZ, que atingiu o maior volume de negociação do mercado em setembro de 2020, movimentando R$ 620 milhões, e que integrou a blockchain Solana em 2021. Além disso, o Brasil participa da Stablecoin Alliance, representado pela BRZ, e a Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto) lançou um código de autorregulação em 2020, enquanto o Banco Central desenvolve o Drex, sua moeda digital oficial.