Greve dos entregadores na Coreia do Sul em 2021

Durante 2021, a Coreia do Sul testemunhou uma série de greves de seus 40.000 entregadores, uma categoria sobrecarregada pelo aumento de 21% nas encomendas durante a pandemia de COVID-19 e marcada por condições extremas, com pelo menos 19 mortes por excesso de trabalho em 2020. Em janeiro, uma votação sindical (com 91% a favor) forçou um acordo no dia 21, limitando as jornadas a 60 horas semanais e 12 horas diárias, mas, diante do descumprimento pelas empresas, a greve só terminou em 29 de janeiro após a assinatura de um contrato juridicamente vinculante. Um novo conflito eclodiu em abril no distrito de Gangdong, em Seul, por restrições de estacionamento, levando a uma nova votação em 7 de maio (77% a favor) para protestar contra o gapjil (abuso patronal). Em junho, trabalhadores de gigantes como CJ Logistics, Lotte e Hanjin paralisaram as atividades, denunciando que 85% deles ainda eram forçados a separar pacotes sem remuneração, violando o acordo de janeiro. Essas mobilizações evidenciaram a realidade brutal de turnos de até 14 horas e baixos salários, tornando-se um teste crucial para os direitos trabalhistas no país.