Dérbi do Minho

O Dérbi do Minho, que opõe o SC Braga ao Vitória SC, é uma das rivalidades mais antigas e importantes do futebol português, sendo mais velha que a própria nacionalidade e envolvendo as duas maiores forças da região do Minho. Mais do que um confronto desportivo, é um reflexo da histórica disputa entre as cidades de Braga e Guimarães, que remonta à luta entre os Arcebispos de Braga e os Condes do Condado Portucalense, tendo inclusive impedido a construção de uma linha férrea direta entre as cidades e gerado polémica na criação da Universidade do Minho. Fundados em 1921 e 1922, respetivamente, o Braga (cerca de 30 mil sócios) e o Vitória (cerca de 39 mil) são, no século XXI, os clubes que mais dificuldades causam aos "Três Grandes" (FC Porto, Sporting e Benfica), disputando regularmente os lugares cimeiros da Liga Portugal e as competições europeias. Considerado o 4.º jogo mais mediático do país, com mais de 150 jogos oficiais, o dérbi é famoso pelo espetáculo eletrizante nas bancadas, com grandes tifos e coreografias, e pelas massivas deslocações de adeptos que transformam o estádio adversário em "casa". Em termos de apoio, o Vitória destaca-se pela cultura de bairrismo enraizada e pela fidelidade dos adeptos independentemente dos resultados, enquanto o Braga tem vindo a aumentar a sua média de assistências graças aos resultados desportivos mais regulares desde a viragem do século. Inicialmente, a rivalidade teve como palco a luta pela direção da AF Braga, mas evoluiu para um confronto societário onde bracarenses ("marroquinos") e vimaranenses ("espanhóis") se veem como inimigos, apesar de partilharem mais semelhanças do que diferenças.