Mudança do clima

A mudança climática contemporânea é impulsionada principalmente pela queima de combustíveis fósseis desde a Revolução Industrial, elevando o CO₂ atmosférico a cerca de 50% acima dos níveis pré-industriais, atingindo concentrações não vistas em milhões de anos. Esse aquecimento gera impactos ambientais devastadores, como a expansão de desertos, ondas de calor intensas, o degelo no Ártico e tempestades ou secas mais severas, forçando muitas espécies a migrar ou entrar em extinção. A crise climática é considerada pela OMS uma das maiores ameaças à saúde global; no Brasil, a Fiocruz alerta para a expansão da dengue e malária, enquanto a Embrapa desenvolve culturas resistentes à seca para adaptação. O ano de 2024 registrou o recorde de +1,60 °C em relação a 1850, e apesar da meta do Acordo de Paris (2015) de limitar o aquecimento a "bem abaixo de 2 °C", os compromissos atuais ainda projetam cerca de 2,8 °C até o fim do século. Esse cenário pode desencadear pontos de não retorno, como o colapso do manto de gelo da Groenlândia ou a savanização da Amazônia, e exige ampla ação global, incluindo justiça climática para as comunidades mais pobres e a eliminação progressiva dos combustíveis fósseis.