Urna eletrônica (Brasil)

A urna eletrônica brasileira, implantada em 1996, revolucionou o processo de votação ao eliminar fraudes comuns do voto em papel, como o "voto carneirinho" e o "voto formiguinha". O equipamento funciona com uma tela digital e botões ou tela tátil, registrando os votos localmente (sem internet durante a votação) e transmitindo os dados de forma segura após o pleito, sendo composto por dois terminais: um para o eleitor e outro para o mesário, que desde 2010 conta com leitor biométrico. Apesar das controvérsias sobre segurança, o sistema nunca teve corrupção comprovada e passa por auditorias constantes, incluindo testes contra hackers pelo TSE. Historicamente, a ideia já era prevista no Código Eleitoral de 1932, mas foi apenas com a "Máquina de Puntel" na década de 1960 e protótipos posteriores que se chegou ao modelo atual, utilizado massivamente a partir das eleições municipais de 1996 em 57 cidades. Em 2020, o TSE ampliou a fiscalização, permitindo que órgãos como o CNJ, o TCU e as Forças Armadas participem das auditorias, além de partidos e instituições como a OAB.