Vírus do Nilo Ocidental

O vírus do Nilo Ocidental é um vírus de RNA de fita simples que causa a febre do Nilo Ocidental, pertencendo à família Flaviviridae e ao gênero Flavivirus, que também inclui o zika, a dengue e a febre amarela. Transmitido principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex, as aves são seu reservatório natural, mas em casos raros ele também pode se propagar por transfusões de sangue, transplantes e da mãe para o filho. Com cerca de 50 nanômetros de diâmetro, o vírus infecta principalmente macrófagos e se multiplica no citoplasma da célula hospedeira. Epidemiologicamente, é endêmico na África, Ásia e Mediterrâneo, mas surgiu nos EUA em 1999, em Nova Iorque, tornando-se uma epidemia sazonal no verão. Em Portugal, apareceu pela primeira vez no Algarve em 2004, enquanto no Brasil o primeiro caso foi confirmado em dezembro de 2014 no Piauí, seguido por um segundo caso em fevereiro de 2019. As aves são essenciais para sua sobrevivência em climas frios, pois servem de reservatório, já que os humanos não possuem viremia prolongada suficiente para isso.