Operação Carbono Oculto

Operação Carbono Oculto foi uma ação conjunta da Receita Federal, do Ministério Público de São Paulo (via Gaeco) e da Polícia Federal, deflagrada em 28 de agosto de 2025, para desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro que usava fintechs e fundos de investimento, com foco no setor de combustíveis e ligações com o PCC. Considerada a maior operação contra o crime organizado da história do país, mirou mais de 350 alvos e revelou que uma fintech movimentou R$ 46 bilhões não rastreáveis entre 2020 e 2024, enquanto cerca de mil postos de gasolina em dez estados movimentaram R$ 52 bilhões, com baixa arrecadação de tributos. Entre os alvos estavam empresários como Mohamad Hussein Mourad e Roberto Augusto Leme, além de contadores e pessoas ligadas ao PCC, incluindo postos oficiais do Corinthians. Em setembro de 2025, a Operação Spare, desdobramento da investigação, atingiu o esquema do PCC em combustíveis e jogos de azar em São Paulo, e em janeiro de 2026 o Banco Central liquidou o fundo Reag, investigado no esquema do Banco Master. A investigação destacou o uso de empresas de fachada, "laranjas" e fundos para ocultar a titularidade real dos negócios, evidenciando a sofisticação do esquema.