Escândalo do Banco Master

Aqui está um resumo abrangente do artigo sobre o Escândalo do Banco Master:

O Escândalo do Banco Master (ou Caso Master) refere-se às investigações sobre fraudes financeiras que explodiram no final de 2025, com a deflagração da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, a liquidação do banco pelo Banco Central e a prisão de seu controlador, Daniel Vorcaro, em novembro daquele ano. Considerado a maior fraude bancária da história brasileira, o esquema funcionava como uma pirâmide financeira, oferecendo altos rendimentos sem lastro real e supervalorizando ativos, contando com a falha na fiscalização do próprio Banco Central. A fraude atingiu instituições públicas, como o Banco de Brasília (BRB) e o RioPrevidência, que investiram respectivamente 12 bilhões e 2,6 bilhões de reais, enquanto Vorcaro distribuía benesses (jatos, festas, contratos e financiamento de campanhas) para cooptar autoridades. A PF mapeou uma organização criminosa com quatro núcleos de atuação: financeiro, corrupção institucional, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça. O escândalo respingou em dezenas de figuras públicas, incluindo Guido Mantega (1 milhão de reais por mês), Ricardo Lewandowski (6 milhões), o escritório da esposa de Alexandre de Moraes (contrato de 129 milhões), além de Michel Temer, ACM Neto, Flávio Bolsonaro (acordo de 134 milhões para um filme) e Jaques Wagner (apartamento e 3,5 milhões). A confirmação dos pagamentos a políticos foi feita pela CPI do Crime Organizado, evidenciando uma profunda e alarmante conexão entre o sistema financeiro, o Poder Judiciário e o alto escalão político brasileiro.