Escândalo do Super Bowl XXXVIII

O Escândalo do Super Bowl XXXVIII, ocorrido em 1º de fevereiro de 2004 em Houston, Texas, consistiu na exposição acidental do seio direito de Janet Jackson (adornado com piercing) por Justin Timberlake durante o show do intervalo transmitido pela CBS e produzido pela MTV. Apelidado de "Nipplegate", o incidente foi assistido por 143,6 milhões de espectadores e gerou uma multa de US$ 550 mil à CBS pela FCC, valor que foi anulado em 2011 após batalha judicial, além de ter aumentado drasticamente as multas por indecência (de US$ 27,5 mil para US$ 325 mil por violação). O episódio provocou um intenso debate sobre censura, liberdade de expressão e moralidade na TV americana, dividindo críticos entre os que o viam como sintoma de decadência e os que o consideravam "inofensivo" e desproporcionalmente punido. Seu impacto cultural foi gigantesco: popularizou a expressão "wardrobe malfunction" (adicionada ao dicionário Merriam-Webster), inspirou Jawed Karim a criar o YouTube, e transformou Janet Jackson no termo mais buscado na história da internet, quebrando recordes de buscas e de audiência no TiVo. Além disso, a NFL baniu a MTV de futuros shows do intervalo, e a mídia colocou Jackson em uma lista negra de rádios e canais musicais. Em 2014, o ex-presidente da FCC, Michael Powell, classificou as punições como exageradas e injustas, pois Timberlake não sofreu a mesma condenação — uma observação também apontada por diversas estudiosas feministas.