Fitólito

Os fitólitos são estruturas microscópicas e rígidas, feitas de sílica, que se formam nos tecidos vegetais e persistem mesmo após a decomposição da planta. Elas são absorvidas do solo e depositadas no sistema vascular, conferindo suporte estrutural e proteção contra estresses abióticos (como metais tóxicos) e bióticos (como insetos e fungos), além de atuarem como reserva de dióxido de carbono. Diferentemente das secreções de oxalexato de cálcio encontradas em cactos, os fitólitos são essencialmente siliciosos. A pesquisa dessas estruturas começou em 1835, com o botânico alemão Gustav Adolph Struve, e Christian Gottfried Ehrenberg desenvolveu o primeiro sistema de classificação, analisando amostras de poeira coletadas por Charles Darwin no HMS Beagle. Posteriormente, o estudo passou por fases de pesquisa botânica (1895–1936) e ecológica (1955–1975), tornando-se uma ferramenta fundamental para a paleocologia e a compreensão da vegetação histórica. Essas estruturas são essenciais para a sobrevivência das plantas, combinando funções estruturais e fisiológicas.