Semiótica

A semiótica é o estudo dos signos e da semiose (o processo de interpretação), analisando como a humanidade constrói significado na comunicação verbal e não verbal, desde palavras e gestos até sintomas médicos. O termo, derivado do grego sēmeiōtikos, foi introduzido pelo inglês Henry Stubbes em 1676, mas o conceito de semiose foi consolidado por Charles Sanders Peirce. Diferentemente da linguística, que se limita às línguas, a semiótica abrange todos os sistemas de sinais, como imagens, sons e símbolos, e não deve ser confundida com a semiologia saussuriana, que é um subconjunto desse estudo.

Um marco importante é a contribuição do filósofo italiano Umberto Eco, que propôs que todo fenômeno cultural pode ser estudado como comunicação, destacando as profundas dimensões antropológicas e sociológicas da área. Além disso, a semiótica se conecta às ciências da vida, por meio da biossemiótica, que investiga como organismos fazem previsões e se adaptam ao seu nicho semântico. Com isso, ela não só entende os símbolos, mas também como as espécies interagem e sobrevivem pela interpretação do mundo.